Olá Caros apreciadores de Vinho!
Hoje, como prometido, iremos continuar a dissertação referente aos efeitos negativos do consumo em excesso de vinho, pelo que iremos então abordar a temática do alcoolismo.
O alcoolismo é um estigma da sociedade de hoje em dia, ainda que esteja presente ao longo da história da Terra neste belo planeta azul, desde que a humanidade descobriu os efeitos do álcool (a título de exemplo, veja-se o caso do vinho, cujas origens remontam à Pérsia Antiga!).
Dito isto, que é então o alcoolismo? O alcoolismo é geralmente definido como o consumo exacerbado de bebidas alcoólicas de uma forma regular e contínua sem qualquer preocupação no que toca aos possíveis efeitos nefastos de tal consumo. Em termos médicos, e segundo o JAMA (Journal of the American Medical Association), o alcoolismo é uma doença crónica que se caracteriza por um controlo precário no que respeita à quantidade de álcool que se ingere, uma preocupação pouco saudável com o álcool e ainda a utilização do álcool não obstante as consequências adversas de tal utilização. É também de vital importância referir que, de acordo com esta definição, o alcoolismo também incorpora o despoletar de dificuldades a nível do raciocínio.
Ora, perante tal problema, de uma gravidade severa, é necessário explorar quais as diferentes soluções para que um dado indivíduo se liberte desta maleita. A opção mais recomendável é primeiro experienciar um período de desintoxicação, actividade que é, ao contrário de processos de desintoxicação de outras drogas, muitas vezes fatal (tal não implica, claro, que a desintoxicação de outras drogas não possa ser fatal), uma vez que a desintoxicação de álcool provoca alterações ao nível do Sistema Nervoso Central, nomeadamente através facto de o consumo de álcool provocar a diminuição da quantidade do principal neurotransmissor inibidor (ácido gama-aminobutírico, ocasionalmente designado pela sigla inglesa GABA) do Sistema Nervoso Central. Assim, quando dado indivíduo cessa, de forma abrupta, o consumo de álcool, o seu sistema nervoso inicia um período de actividade muito acima do normal, que pode revelar-se fatal, dado que associada a esta actividade extraordinária estão muitas vezes sintomas perigosos para a saúde, tais como convulsões, Delirium tremens entre outros.
Após o período de desintoxicação, que deve ser complementado com medicamentos que partilhem algumas características com o etanol, tais como o lorazepam ou o diazepam, de forma a prevenir então os sintomas da desintoxicação, o indivíduo deve inscrever-se num grupo de apoio terapêutico constituído por indivíduos que sofrem também do mesmo problema, permitindo então, através da auto-ajuda entre membros, auxiliar um alcoólico em recuperação. Como seria de esperar, os Alcoólicos Anónimos inserem-se nesta categoria, verificando-se que o objectivo deste grupo, que foi o primeiro a ser criado e que possui mais membros que todos os outros grupos de ajuda combinados, é manterem-se sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançar a sobriedade.
Em suma, há-que salientar o facto de que o alcoolismo tem solução e, cumprindo obviamente o nosso dever social, ficam aqui os contactos dos alcoólicos anónimos, para o caso de surgir qualquer situação menos agradável:
http://www.aaportugal.org/
Telefone-217162969
Saudações
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Inspiração
Este trabalho foi inspirado pelo grande espírito de sacrifício (pois sim) e camaradagem do ilustre Tiago Ramos, que nos deu a ideia para o trabalho de A.P. Muito Obrigado Tiago
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